Vice-governador sobre combate à dengue: 'GDF está fazendo a parte dele'

Escreva aO vice-governador Paco Britto (Avante) visitou, na manhã deste sábado (25/5), duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para inaugurar os serviços dos centros de hidratação para pacientes com suspeita de dengue. A iniciativa, anunciada pelo GDF na sexta-feira (24/5), faz parte de uma força-tarefa do Executivo para controlar a epidemia da doença. Até 11 de maio, a Secretaria de Saúde contabilizou 16 mortes e 17.304 casos prováveis.

O chefe do Executivo em exercício considera que a medida oferece uma resposta às necessidades da população. "O Governo do Distrito Federal está fazendo a parte dele e dando uma resposta rápida à população. Se estamos enfrentando uma epidemia, os outros órgãos devem nos ajudar", afirmou Paco Britto, em referência à interrupção do serviço de fumacê (pulverização de inseticida contra o mosquito Aedes aegypti) a pedido do Ministério Público do Trabalho da 10ª Região  (MPT-10). "Acredito que ele voltará a acontecer a partir de segunda-feira (27/5)", completou.

As tendas, montadas nas UBSs da Candangolândia, Estrutural, do Itapoã, Varjão, de Planaltina e Sobradinho 2, oferecerão dois serviços: teste rápido para diagnóstico da doença e hidratação com soro fisiológico. A Secretaria de Saúde não tem estimativa de quantas pessoas devem passar pelas tendas ao longo das três semanas de funcionamento. De domingo a domingo, das 7h às 19h, uma equipe composta por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem atuará nesses locais. Em casos mais graves, os pacientes serão encaminhados para acompanhamento hospitalar.

Nas tendas, os pacientes com suspeita de dengue passarão por avaliação médica e, se necessário, farão o teste rápido, cujo resultado sai entre 30 minutos e uma hora, e receberão soro para reidratação venosa.

No primeiro dia de funcionamento delas, a trabalhadora rural aposentada Lenir José Santiago, 84 anos, precisou de atendimento médico. Desde a madrugada de sexta-feira (24/5), ela apresentou sintomas como febre, dor no corpo e vômito. 

A filha dela, Lenir José Santiago, 43, ficou preocupada porque cinco das sete pessoas que moram com ela tiveram dengue neste ano. "Só eu não peguei. Teve muitos casos na região. Meu pai teve dengue há uma semana. Conseguir atendimento na rede pública para ele foi muito difícil", reclamou a moradora de Planaltina. 

Lenir contou que ficou aliviada de conseguir atendimento para a mãe nas tendas. "Com meu pai, precisamos passar por quatro hospitais. Ele só foi atendido no Hran (Hospital Regional da Asa Norte). Ele ainda está meio mal, mas se recuperando", acrescentou.

Fonte: Correio Brasiliense

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